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Escoliose: causas, diagnóstico e tratamento


O desvio da coluna vertebral em formato de “S” ou “C” que ocorre para o lado esquerdo ou direito é conhecido como escoliose. A coluna vertebral vista de frente ou de costas deve ser reta e alinhada, ou seja, quando o alinhamento apresenta uma curva maior que 10 graus vista no plano frontal já é um sinal da deformação.

Essa condição atinge milhões de brasileiros e é mais comum ocorrer no estágio da infância e adolescência, porém também há casos de acontecer com adultos, principalmente após os 50 anos.

Quais são as causas e os sintomas da escoliose?

Embora a aparência física seja a mesma, as causas da doença dependerão de acordo com o tipo:

  • escoliose congênita: o bebê já nasce com a deformidade na coluna vertebral. Isso ocorre durante a formação do feto, quando pode acontecer uma fusão de ossos da coluna em uma posição inadequada ou até uma fusão das costelas;
  • escoliose neuromuscular: a coluna se deforma por causa de problemas neurológicos, como a paralisia cerebral ou muscular;
  • escoliose idiopática: não possui causa definida, entretanto é responsável por 70 a 85% dos casos.

Vale ressaltar que possuir hábitos não saudáveis (como tabagismo, má postura ao sentar, vida sedentária, obesidade ou praticar exercícios físicos de forma errada), traumatismos, tumores, fase de crescimento, avanço da idade, sobrecarga da coluna com excesso de peso e histórico familiar também colaboram para o aparecimento da doença.

Os pacientes com escoliose podem apresentar sintomas ou não. Os mais comuns são:

  • dor muscular;
  • cansaço após ficar muito tempo sentado ou em pé, sentindo um incômodo na região das costas;
  • um ombro mais alto ou que sobressaia mais do que o outro;
  • uma perna menor do que a outra;
  • um quadril mais alto do que o outro;
  • cintura desigual; 
  • entre outros.

Como funciona o tratamento e a quem procurar?

Os profissionais indicados para identificar e tratar a doença são o fisioterapeuta, o ortopedista ou o clínico-geral. O diagnóstico é feito por meio de testes clínicos e de radiografias. Um dos testes realizados é feito com o paciente inclinando o corpo para frente simulando que tocará os pés e com as pernas esticadas. Quando a pessoa está nessa posição, um dos lados da região lombar ou das costas fica mais alto, caracterizando a deformidade.

Depois de diagnosticada, o médico mede o ângulo das curvas da escoliose, que pode ser feito nos exames de imagem, como a radiografia. Para cada tipo de curva, há um tipo de tratamento específico, entre eles:

  • curvas de 0 a 10 graus: não há necessidade de tratamentos com fisioterapia;
  • curvas de 11 a 50 graus: são tratadas por meio de fisioterapia ou Reeducação Postural Global (RPG), uso de palmilhas posturais e de colete ortopédico;
  • curvas acima de 50 graus: somente a cirurgia restaura o alinhamento normal da coluna, principalmente se houver riscos de comprometimento de órgãos vitais. A mais indicada, para esse caso, é a artrodese, a qual é feita uma modelagem da coluna por meio da colocação de hastes parafusadas nas vértebras, realinhando-as para o eixo certo e formando um bloco estrutural sólido.

Lembrando que essas informações não substituem a consulta ao médico. Quanto mais cedo for descoberta e tratada a doença, mais chances o paciente terá de uma melhor qualidade de vida.

Você conhece alguém que tenha escoliose? Conseguiu entender como o assunto é bem mais complexo do que parece? Comente conosco o que achou!